Vaga no Supremo representa oportunidade histórica para ampliar a presença da mulher negra
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, prevista para outubro de 2025, o Brasil tem diante de si uma oportunidade inédita: indicar uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em 134 anos de história, a Corte teve apenas três mulheres — Ellen Gracie, Rosa Weber e Cármen Lúcia — e nenhuma pessoa negra entre seus ministros.
As Resoluções 255/2018 e 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reforçam a importância da participação feminina no Judiciário, com políticas que buscam promover igualdade e diversidade em cargos de liderança.
O STF já reconheceu, na ADPF 186, a constitucionalidade das cotas raciais e sociais, validando ações afirmativas como instrumentos legítimos de combate às desigualdades. Assim, cresce o apelo para que o tribunal adote a mesma coerência ao definir sua própria composição.
Para juristas e movimentos sociais, a indicação de uma mulher negra seria um marco histórico, fortalecendo a representatividade e a legitimidade democrática da Corte. Com a saída de Barroso, o presidente Lula tem a chance de deixar um legado de inclusão e tornar o Supremo mais próximo da realidade brasileira, onde 54% da população é negra e 52% é composta por mulheres (IBGE 2025).
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