Moraes se reúne no Rio com governador Cláudio Castro e forças de segurança após megaoperação

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu nesta terça-feira (3) com o governador Cláudio Castro e autoridades das forças de segurança do Rio de Janeiro. O encontro ocorreu no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central da capital, e teve duração de quase duas horas.

A reunião abordou a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais. Moraes chegou e deixou o local de helicóptero, acompanhado do governador. O encontro foi a portas fechadas, e nenhuma autoridade concedeu entrevista à imprensa.

Entre os participantes estavam o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, o procurador-geral do Estado, Renan Saad, o representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Antonio Edilio, e o diretor da Polícia Técnica Científica, Waldyr Ramos.

Após a reunião com Castro, Moraes também se encontrou no Tribunal de Justiça do Rio com representantes do Judiciário, e, posteriormente, manteve agendas com o Ministério Público, a Defensoria Pública e o prefeito Eduardo Paes (PSD).

Ministro reforça preservação de provas da operação:
Relator da ADPF das Favelas, processo no qual o STF estabeleceu regras para operações policiais em comunidades do Rio, Moraes determinou no domingo (2) que o governo fluminense preserve todos os elementos materiais e periciais da operação nos complexos da Penha e do Alemão.

A decisão prevê a manutenção da cadeia de custódia das provas e garante acesso à Defensoria Pública e ao Ministério Público para fiscalização das investigações. A medida atendeu a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU), feito após relatos de restrições à presença de defensores durante os exames periciais nos corpos.

O ministro ressaltou que o STF já havia determinado, ao julgar a ADPF, que os agentes de segurança e profissionais de saúde preservem vestígios de crimes e documentem as provas periciais por meio de fotografias, croquis e registros eletrônicos. A norma busca garantir transparência e permitir revisões independentes nas investigações sobre mortes decorrentes de operações policiais.

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