Idoso morto após caminhada havia reconhecido filho socioafetivo dias antes
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Foto: Arquivo Pessoal/Adenilson Alves
Cinco dias antes de morrer, o idoso Odilon Alves Evangelista, de 76 anos, teve reconhecida pela Justiça a paternidade socioafetiva de Adenilson Alves, de 57 anos, criado por ele desde bebê. A decisão foi homologada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Dianópolis, em 18 de julho.
Odilon era natural de Dianópolis e estava em Palmas para tratar um câncer de próstata. Ele faleceu no dia 23 de julho, após sair para caminhar e ser encontrado morto sob uma árvore.
A relação entre os dois começou na infância de Adenilson, deixado aos cuidados da tia e de Odilon. Mesmo após a separação do casal, o vínculo de pai e filho permaneceu. Durante o processo, foram apresentadas fotos e provas da convivência constante.
Na decisão, o juiz João Alberto Mendes Bezerra Júnior destacou que a paternidade vai além da biologia, sendo possível reconhecê-la com base no afeto e cuidado contínuo.
Com a homologação, o nome de Odilon e dos avós paternos será incluído no registro de nascimento de Adenilson, que também passa a usar o sobrenome “Evangelista”.
“Ele sempre me tratou como filho. Esse registro só confirmou o que vivemos”, afirmou Adenilson, emocionado com a perda repentina do pai dias após o reconhecimento oficial.
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