Depressão pós-parto atinge 25% das mães brasileiras e pode afetar amamentação, dizem especialistas no Tocantins
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Foto: Divulgação
A depressão pós-parto é um transtorno de humor que pode afetar o vínculo materno e prejudicar o desenvolvimento do bebê. O estudo da Fiocruz (2023) aponta que 25% das mães brasileiras apresentam sintomas entre 6 e 18 meses após o parto. Segundo a psicóloga Wilma A. Amorim, da Afya Faculdade de Porto Nacional, os sinais incluem tristeza persistente, choro frequente, cansaço, alterações no sono, no apetite e ansiedade intensa. Em casos graves, podem surgir dificuldades de criar vínculo com o bebê e até pensamentos de autoagressão.
A pediatra Ellen Cristina Ferreira Peixoto, da Afya Palmas, explica que alterações emocionais reduzem a ocitocina, hormônio essencial para a produção de leite, comprometendo a nutrição do bebê.
O tratamento pode envolver psicoterapia, grupos de apoio, suporte familiar e, em alguns casos, uso de medicamentos compatíveis com a amamentação. Para prevenção, especialistas recomendam descanso sempre que possível, alimentação equilibrada e momentos de autocuidado.
“A depressão pós-parto não é frescura. É uma condição de saúde que exige atenção e acompanhamento profissional para garantir o bem-estar da mãe e do bebê”, destaca Wilma Amorim.
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