SUS amplia opções e passa a ofertar contraceptivo que dura até 3 anos

Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) irá incluir o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon, na lista de métodos oferecidos no planejamento reprodutivo nacional. A medida faz parte do compromisso do Ministério da Saúde em reduzir a mortalidade materna geral em 25% e em 50% entre mulheres negras até 2027.

A portaria que regulamenta a inclusão será publicada em breve, com prazo de 180 dias para início da oferta. A estimativa é distribuir 1,8 milhão de implantes até 2026, sendo 500 mil unidades ainda em 2025.

Como funciona o Implanon

O Implanon é um bastonete flexível de 2 mm de diâmetro por 3 cm de comprimento, inserido sob a pele do antebraço. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, derivado da progesterona, inibindo a ovulação e espessando a mucosa cervical, o que dificulta a fecundação. O efeito contraceptivo tem duração de até três anos e não exige manutenção durante o período.

A aplicação e a retirada do implante devem ser feitas por profissionais de saúde capacitados.

Métodos já disponíveis no SUS

Além do Implanon, o SUS oferece outros métodos contraceptivos, como:

  • Pílulas (combinadas ou de progestagênio isolado)
  • Injetáveis mensais e trimestrais
  • Dispositivo intrauterino (DIU) de cobre
  • Camisinhas masculinas e femininas
  • Pílula do dia seguinte
  • Laqueadura e vasectomia
  • Método da amenorreia lactacional (válido até 6 meses pós-parto)

Mais informações estão disponíveis no site oficial do Ministério da Saúde.

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